• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Através da nossa metodologia de trabalho, conhecimento e ferramentas, você empresário, irá compreender que nós seremos um parceiro fundamental para o seu negóicio.

    Nosso trabalho é voltado para a gestão da sua empresa visando facilitar as tomadas de decisão e permitindo que você foque apenas em seu negócio.

    Quer crescer mais? Conte conosco!

    Orçamento para abertura de sua empresa Orçamento para assessoria mensal

Notícia

Inadimplência das famílias deve seguir em alta no início de 2026, aponta IBEVAR/FIA

A inadimplência das pessoas físicas no Brasil deve manter trajetória de alta nos primeiros meses de 2026, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo

A inadimplência das pessoas físicas no Brasil deve manter trajetória de alta nos primeiros meses de 2026, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School. O cenário acende um sinal de alerta para empresas, contadores e gestores financeiros, especialmente em relação ao impacto no consumo, no fluxo de caixa e na gestão do crédito.

As estimativas indicam crescimento da inadimplência tanto no crédito total quanto, de forma mais acentuada, nas operações com recursos livres — modalidade mais sensível às oscilações da renda e às condições do mercado financeiro. De acordo com o estudo, a taxa média de inadimplência total das pessoas físicas deve alcançar 5,40% em fevereiro, 5,46% em março e 5,59% em abril de 2026, podendo chegar a 6,13% no limite superior das projeções.

No crédito com recursos livres, o cenário é ainda mais desafiador: a inadimplência média projetada é de 7,42% em fevereiro, 7,57% em março e 7,81% em abril, com possibilidade de atingir até 8,48% em um cenário mais adverso.

Pressão sobre consumo e risco de crédito

Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, os dados refletem um ambiente financeiro ainda restritivo para as famílias brasileiras. “O aumento da inadimplência, especialmente no crédito livre, é compatível com um cenário de juros ainda elevados e renda pressionada. Isso impacta diretamente o comportamento do consumidor e exige atenção redobrada do sistema financeiro, do varejo e das empresas em geral”, avalia.

O estudo também chama a atenção para o aumento recente dos atrasos entre 15 e 90 dias, o que pode indicar uma deterioração gradual da capacidade de pagamento das famílias. Esse movimento reforça a possibilidade de que a inadimplência efetiva se aproxime do limite superior das projeções já no início de 2026.

Impactos para empresas e profissionais da contabilidade

Para o segmento empresarial, o avanço da inadimplência tende a pressionar o capital de giro, elevar a necessidade de provisões para perdas e exigir maior rigor na análise de crédito e na política de cobrança. Já para os profissionais da contabilidade e da área financeira, o momento demanda atenção especial ao monitoramento de indicadores de risco, renegociação de dívidas, planejamento financeiro e revisão de estratégias comerciais.

Em um contexto de consumo mais cauteloso, a gestão eficiente do crédito e do fluxo de caixa passa a ser um diferencial competitivo para empresas de todos os portes – especialmente micro e pequenas, mais expostas à volatilidade da demanda e ao aumento da inadimplência.