• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Através da nossa metodologia de trabalho, conhecimento e ferramentas, você empresário, irá compreender que nós seremos um parceiro fundamental para o seu negóicio.

    Nosso trabalho é voltado para a gestão da sua empresa visando facilitar as tomadas de decisão e permitindo que você foque apenas em seu negócio.

    Quer crescer mais? Conte conosco!

    Orçamento para abertura de sua empresa Orçamento para assessoria mensal

Notícia

Governo confirma meta de superávit fiscal de 0,50% do PIB para 2027

O governo propôs uma meta de superávit primário de 0,50% do Produto Interno Bruto para 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, informaram nesta quarta-feira

O governo propôs uma meta de superávit primário de 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, informaram nesta quarta-feira os ministérios da Fazenda e do Planejamento, mantendo o alvo de esforço fiscal já anunciado anteriormente.

Ao apresentar o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que será enviado ao Congresso com os parâmetros para a preparação do Orçamento, o governo informou que 39,4% dos gastos com precatórios de 2027 serão computados na meta de resultado primário do ano, acima do mínimo de 10% exigido pela regra constitucional em vigor.

Com a decisão, o governo informou que R$ 57,8 bilhões ficarão fora da contabilidade da meta fiscal em 2027, mesmo valor deste ano.

Pelos cálculos das pastas, a receita líquida do governo no próximo ano ficará em 18,9% do PIB, ligeiramente acima dos 18,8% do PIB previstos para as despesas primárias.

O projeto da LDO previu salário mínimo de R$ 1.717 em 2027, ante o nível atual de R$ 1.621. O reajuste do piso nacional leva em conta a política de ganhos reais, retomada pelo atual governo, que considera a inflação do ano anterior e a variação do PIB de dois anos antes, mas que passou a ter uma limitação.

O orçamento de 2027 contará com gatilhos de ajuste fiscal já acionados, como mostrou a Reuters. Em função do déficit fiscal registrado em 2025, o crescimento real da despesa de pessoal no próximo ano ficará limitada a 0,6%. Também será vedada a concessão, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse mais cedo nesta quarta que o projeto da LDO preveria um “grande aperto” de despesas do governo com pessoal, além de uma estratégia “conservadora” de incorporação dos precatórios à contabilidade da meta fiscal.

“A gente tem que seguir fazendo o Brasil dar resiliência para a economia, fazer com que a economia siga forte, que a gente recomponha o fiscal, que a gente corte benefícios, sejam fiscais, sejam benefícios indevidos que a gente tem percebido, buscando um estado mais eficiente”, disse em entrevista a jornalistas em Washington.

Para os anos seguintes, a equipe econômica previu uma trajetória com superávits primários de 1% do PIB em 2028 e 1,25% do PIB em 2029, mesmos níveis previstos anteriormente, e apresentou previsão de um saldo positivo de 1,50% do PIB em 2030.

Pelos cálculos apresentados, a dívida bruta do governo seguirá em alta até 2029, quando atingirá 87,8% do PIB, iniciando trajetória de queda em 2030 até alcançar 83,4% do PIB em 2036, último ano da projeção feita pelo governo.

Para elaborar as contas do próximo ano, os ministérios usaram como base uma previsão de que o PIB do Brasil crescerá 2,33% em 2026 e 2,56% em 2027. A inflação, na visão do governo, ficará em 3,74% neste ano e 3,04% em 2027.